- Contrato entre Coopanest e Estado termina em dezembro
07/12/2007 - 17:09
O contrato de prestação de serviços médicos, firmado entre a Cooperativa dos Anestesiologistas (Coopanest) e o Governo do Estado, expira no próximo dia 22 de dezembro. Diante da impossibilidade de renovação de contrato, a partir do dia 23 de dezembro, não haverá mais anestesistas nos hospitais de Emergência e Trauma e no Arlinda Marques. Na última quinta-feira (22), o Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba considerou ilegal a terceirização de mão-de-obra médica no Estado, feita por meio de cooperativas médicas. “Não queremos obstacular a decisão da Justiça, mas vemos a situação com preocupação, já que é óbvio que até esta data de término do nosso contrato, o Estado não terá como dar posse aos candidatos que forem aprovados no concurso realizado na semana passada”, ressaltou o presidente da Coopanest, Ronivaldo Barros. A grande preocupação dos médicos é com os plantões do final de ano, quando há um fluxo maior de paciente politraumatizados nos hospitais. “Vemos essa questão com ansiedade. Como o Estado poderá resolver esse problema?”, acrescenta Ronivaldo Barros. Além disso, o presidente da Coopanest afirmou que não é mais de interesse da cooperativa renovar o contrato com o Governo do Estado. “Não queremos trabalhar em desacordo com o Ministério Público do Trabalho”. Legalidade das cooperativas médicas O presidente da Coopanest explicou que a discussão em torno dos contratos das cooperativas médicas com Estado e Prefeitura vem gerando conclusões errôneas. “O que o Ministério Público do Trabalho deve discutir é o contrato das cooperativas com Estado e Prefeitura, não a legalidade das cooperativas. Estas são legais e não dependem do poder público para continuarem funcionando”, esclarece Ronivaldo. Segundo ele, a Coopanest mantém contratos outras instituições privadas e mais de 60% de seu faturamento é proveniente desses contratos. “A Coopanest não depende da Prefeitura de João Pessoa, nem do Governo do Estado da Paraíba. Sem esses contratos, a cooperativa, que é uma entidade legal, não irá fechar, obviamente”, completa.