1. Hospital de Traumas precisa de mais anestesistas para a segurança do ato cirúrgico

07/02/2008 - 17:16

Médicos têm de cumprir resolução do CFM, realizando
consulta pré anestésica e avaliação pós anestésica

 

A partir da próxima segunda-feira, 11 de fevereiro, os médicos anestesistas do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena estarão realizando a consulta pré-anestésica e a recuperação pós anestésica, conforme obriga a Resolução 1.802/2006 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Para isso, no entanto, terão que ser deslocados dois anestesistas do bloco cirúrgico. Para que não haja comprometimento no número de cirurgias realizadas no hospital, a Cooperativa dos Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest/PB) solicitou, desde o dia 7 de janeiro deste ano, a contratação de mais profissionais. O ofício foi enviado para a Secretaria Estadual de Saúde (SES), direção do Hospital de Trauma e Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB).

A consulta pré-anestésica é obrigatória no caso de cirurgias eletivas, ou seja, agendadas previamente, excetuando-se os casos de urgência e emergência. Nessa consulta, o médico examina, observa a situação clínica do paciente e seus exames, planeja o ato anestésico e esclarece ao paciente como será a anestesia e o pós-operatório.

Também é necessário que haja um anestesista na sala de recuperação após a cirurgia. “É preciso que haja um anestesista responsável pelo setor. Se houver alguma complicação, é esse profissional que irá prestar o atendimento”, ressalta o presidente da Coopanest, Ronivaldo Barros. Segundo ele, além de ser uma obrigação dos médicos cumprir as resoluções do CFM, esses cuidados garantem mais segurança ao ato cirúrgico.

No ofício enviado à SES e ao hospital de Trauma, a Coopanest sugere a contratação de 14 profissionais para a recuperação pós-anestésica (com turno de 12 horas cada) e mais cinco anestesistas para as consultas pré-anestésica, com carga horária de 6 horas diárias. Até esta quinta-feira (7), a Coopanest não obteve qualquer contato da SES ou da diereção do hospital. Atualmente, há quatro anestesistas trabalhando no bloco cirúrgico do hospital de Traumas.

“Estamos iniciando essa campanha pelo hospital de Trauma porque é onde é feito o atendimento aos pacientes mais graves. Por isso, requer mais pressa. Mas, posteriormente, iremos exigir que todos os hospitais cumpram a resolução”, completa Ronivaldo.