1. Hospital de Emergência e Trauma de CG deve ser concluído em agosto

12/02/2008 - 10:24

Com investimentos de quase R$ 90 milhões, o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, que está sendo construído na Avenida Floriano Peixoto, deve ficar pronto em agosto deste ano com capacidade para atender cerca de 500 pessoas por dia. Com 17 mil metros quadrados de área construída, o hospital contará com mais de 200 leitos, UTI para queimados, centro cirúrgico, UTI adulto e infantil, setor de urgência e emergência, laboratórios, refeitório com 132 lugares, além de estacionamento com 503 vagas para veículos e um heliporto.

Ontem pela manhã, o secretário de Saúde do Estado, Geraldo Almeida, visitou a obra, acompanhado de assessores e técnicos da área hospitalar e afirmou que o processo de licitação dos equipamentos para o hospital está em andamento. "Segundo o Ministério da Saúde, talvez esse seja o maior hospital de urgência e emergência em construção no Brasil atualmente. A obra será um grande presente não só a Campina, mas a toda a Paraíba, especialmente ao Compartimento da Borborema", comentou Geraldo Almeida.

Durante a passagem pela cidade, o secretário também despachou com os dirigentes do hospital e da gerência regional de saúde e aproveitou para fazer uma visita ao Hospital Regional Dom Luiz Gonzaga Fernandes.

Cerca de 300 trabalhadores trabalham em ritmo acelerado para que a obra esteja pronta no prazo previsto. A construção teve início há dois anos.

ESPECIALIDADES

Somente na construção do prédio estão sendo investidos mais de R$ 22 milhões. O hospital está localizado numa área de 70 mil metros quadrados, o que corresponde a sete hectares. Os pacientes terão acesso a tratamentos clínicos em diversas especialidades, como ortopedia, traumatologia, pediatria, otorrinolaringologia, neurologia e buco-facial.

O centro cirúrgico terá seis salas (sendo duas para ortopedia e duas para transplante e demais cirurgias de médio porte), sala para pequenas intervenções cirúrgicas e de emergência. Também serão realizados exames de ressonância magnética, tomografia computadorizada, raios-X com sistema digital e de imagem, ultra-sonografia e endoscopia, entre outros.

Curativo biológico diminui as infecções

O Hospital Regional de Emergência e Trauma de Campina Grande, encontrou uma forma de diminuir os riscos de infecção e os dias de internação dos pacientes, utilizando um tratamento simples e eficaz. Trata-se do curativo biológico oclusivo, feito em ferimentos de diabéticos, pessoas com queimaduras de primeiro e segundo graus e com úlceras de pressão. O tratamento também é indicado para áreas doadoras de enxertos.

O tratamento, pioneiro na cidade, está sendo feito, por enquanto, em 14 pessoas desde o dia 21 de janeiro deste ano e os resultados têm sido surpreendentes. "Temos observado que os pacientes conseguem se recuperar rapidamente e de forma eficaz. Por outro lado, isso possibilita que o hospital disponibilize mais vagas nos leitos já que os pacientes tratados com esse curativo recebem alta mais cedo", disse a enfermeira chefe do hospital, Joselita Carneiro.

Ela explicou que o curativo, feito à base de celulose e fenestrações (tipo de janelinhas abertas por onde saem as secreções), evita infecções e impede, em alguns casos, que pacientes diabéticos, tenham pés ou pernas amputados. "Esse curativo permite que possamos acompanhar a evolução do ferimento sem que haja a troca diária do curativo, já que ele tem uma película transparente por onde podemos observar a evolução da ferida", explicou Joselita.

O curativo oclusivo não precisa ser trocado diariamente como acontece com o convencional. "Um paciente que antes precisava de 30 curativos por mês, por exemplo, agora só precisará de três no mesmo período. Isso evita que o tecido em regeneração seja infectado", disse Joselita.

Fonte: Jornal da Paraíba
Autor: Paula Brito