- Médicos se queixam da falta de condições de trabalho no hospital de Trauma
20/02/2008 - 10:37
Coopanest pede vistoria do CRM e Coort envia carta à direção do hospital solicitando reunião
O presidente da Cooperativa dos Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest/PB), Ronivaldo Barros, solicitou ao Conselho Regional de Medicina (CRM/PB) uma vistoria no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. De acordo com o médico, está inviável o funcionamento do hospital, com péssimas condições de trabalho e falta de pessoal.
Ronivaldo destacou que em janeiro deste ano a cooperativa solicitou a contratação de mais anestesistas, já que dois destes profissionais seriam deslocados para realizar a consulta pré-anestésica e o acompanhamento na recuperação pós-anestésica, uma exigência do Conselho Federal de Medicina, conforme a Resolução 1.802/2006. “O hospital possui seis salas de cirurgia, mas apenas quatro estão em condições de funcionar. E para estas quatro salas, há apenas dois anestesistas”, afirma Ronivaldo Barros.
Os pacientes que são internados no hospital de Traumas antes das cirurgias têm que passar por uma consulta pré-anestésica. Também é necessário que haja um anestesista na sala de recuperação após a cirurgia, no caso de haver alguma complicação com o paciente. Ronivaldo destaca que na última terça-feira (19) não havia no hospital o aparelho que verifica a pressão arterial para a realização da consulta pré-anestésica.
O presidente da Cooperativa de Ortopedia e Traumatologia (Coort), Rômulo Castro, acrescenta que a sala de Recuperação Pós Anestésica está super lotada, já que não há vagas na enfermaria para que os pacientes sejam transferidos. “Está havendo um acúmulo de pacientes e até as cirurgias de urgência estão tendo que ser postergadas por falta de material de órtese e prótese”, completou Rômulo.
O presidente da Coort lembra que em 18 de setembro do ano passado a cooperativa enviou à Secretaria Estadual de Saúde, ao Ministério Público e a diversas entidades médicas um dossiê sobre a precariedade do hospital de Traumas. “Desde esse dia até agora nada mudou”, diz.
Na semana passada, o presidente da Coort enviou uma carta à direção do hospital, solicitando uma reunião e indicando o motivo do cancelamento de diversas cirurgias no hospital, dente eles a falta de órteses, próteses, material de síntese e sangue. Neste documento, o presidente da Coort também acrescenta que o laboratório do hospital vem realizando apenas exames de hemograma e coagulograma, o que dificulta o trabalho dos médicos. “Dessa forma fica difícil trabalharmos”, completou Rômulo.