- Procurador do Trabalho faz inspeção no hospital de Traumas
04/03/2008 - 09:53
Médicos comprovam as denúncias de mau funcionamento de hospital durante vistoria em conjunto com direção do hospital e procurador Eduardo Varandas
Terminou no início da tarde desta segunda-feira (3 de março) inspeção no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, feita pelo procurador do Trabalho Eduardo Varandas, em companhia do diretor do hospital Jomar Paulo Neto e dos médicos da unidade hospitalar. Os médicos puderam mostrar in loco ao procurador tudo o que vêm denunciando há meses: equipamentos enferrujados, quebrados, sucateados, remedados com esparadrapos, a falta de material de higiene, como sabão e papel toalha, cirurgias sendo realizadas sem instrumentadores, falta de medicamentos, superlotação e macas sem lençóis para os pacientes.
"O doutor Varandas ficou constrangido ao não encontrar em todo o hospital nenhum ponto onde houvesse sabão para lavar suas mãos. Ele se mostrou indignado ao mostrarmos a realidade do hospital e de como estamos sendo obrigados a trabalhar diariamente", ressaltou o presidente da Cooperativa dos Cirurgiões da Paraíba (Coopecir PB), Marcus Maia.
"Ficamos satisfeitos em pelo menos uma autoridade ter tido a iniciativa de visitar o hospital e comprovar nossas denúncias. Estamos denunciando esse descaso com o hospital há muito tempo, mas ninguém tinha ainda vindo ver de perto nossa precária condição de trabalho no hospital de Trauma", completou o presidente da Cooperativa dos Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest PB), Ronivaldo Barros.
Os médicos anunciaram na semana passada que, a partir de hoje (3 de março), atenderiam no hospital de Trauma apenas os casos de urgência e emergência, em virtude da situação caótica que se instalou no hospital nos últimos meses e da restrição de material e equipamentos. Os profissionais denunciavam que faltavam material, equipamento e pessoal para um atendimento básico aos pacientes.
Na manhã de hoje, o procurador foi ao hospital realizar vistoria e solicitou a presença de policiais federais para colher depoimentos dos médicos acerca da situação do hospital. "Falamos da situação gravíssima que estamos passando no hospital. Há riscos tanto para a população, quanto para o exercício da Medicina", acrescentou Ronivaldo Barros. "Queremos que esta situação seja rapidamente resolvida pelas autoridades para que nós possamos cuidar dos nossos pacientes com segurança e com a dedicação que eles merecem", frisou Marcus Maia.