- Cirurgias cardíacas ameaçadas a partir de abril
13/03/2008 - 15:51
Contrato de anestesistas com hospitais Santa Paula e Dom Rodrigo vence no final de março
As cirurgias cardíacas realizadas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no hospital Santa Paula e na Clínica Dom Rodrigo, em João Pessoa, estão ameaçadas de serem suspensas a partir deste mês de abril. O contrato dos anestesistas com os hospitais expira em março e ainda não há expectativa de ser renovado. Esses contratos foram firmados através da Prefeitura de João Pessoa, que deveria alocar recursos para os hospitais, para que estes contratassem os anestesistas e fizessem o pagamento. No entanto, os repasses estão sendo feitos com atraso e com descontos indevidos.
“O repasse de agosto do ano passado recebemos agora em março. Foram mais de seis meses de atraso”, ressaltou o presidente da Cooperativa dos Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest/PB), Ronivaldo Barros. “Nossos contratos vencem no dia 31 de março e, infelizmente, não podemos continuar trabalhando dessa forma”, completa Ronivaldo.
O presidente da Coopanest/PB acrescenta que em fevereiro deste ano, a cooperativa notificou a Secretaria Municipal de Saúde para discutir diversos temas, dentre eles essa questão das cirurgias cardíacas nos hospitais privados conveniados com o SUS. “Até agora a Prefeitura não nos deu nenhum retorno”, afirma Ronivaldo.
Além do problema das cirurgias cardíacas os médicos anestesistas querem negociar com a Prefeitura a implantação do PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração) e discutir problemas do hospital Santa Isabel. “A Secretaria de Saúde do Município tem um grupo que está trabalhando na elaboração do PCCR. No entanto, não queremos que esse projeto seja encaminhando à Câmara de Vereadores sem que seja analisado pelo Conselho Municipal de Saúde e as três entidades médicas (sindicato, Associação Médica e Conselho Regional de Medicina)”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Médicos, Tarcízio Campos.
Quanto aos contratos das cirurgias cardíacas, o presidente do Sindicato informou que também vem tentando marcar reuniões com a secretária de Saúde, mas ainda não foi atendido. “Queremos evitar o que aconteceu no ano passado. Os pacientes não podem ser prejudicados, nem os médicos podem ser responsabilizados pelos problemas que possam vir a acontecer”, completou Tarcízio Campos.