- Sindicato dos Médicos aponta crise na saúde em João Pessoa
26/05/2008 - 15:55
O SIMED/PB (Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba) denunciou nesta segunda-feira (26) a forma desrespeitosa como a Secretaria Municipal de Saúde vem tratando os médicos e médicas da capital: "o fato não é isolado. Há muito tempo que os profissionais da categoria médica vêm percebendo que a secretária de saúde não dá atenção devida às reivindicações da categoria. Essa é a impressão que fica. Afinal de contas você é sempre avaliado mais por suas ações do que por suas palavras”, declarou o presidente da entidade, Tarcisio Campos.
O presidente do SIMED/PB diz se referir à recentemente comunicação feita pela secretária de saúde à COPAGIO (Cooperativa de Ginecologistas e Obstetras) informando que o contrato com a cooperativa não seria renovado: “ou seja, você presta serviço durante quatro anos a uma instituição e recebe um oficio agradecendo seus serviços e só. No mínimo uma reunião deveria ser feita com a diretoria da COPAGIO para explicar os motivos e discutir como irá ficar os serviços daquelas unidades que a cooperativa atendia ”.
Outra importante reivindicação do sindicato diz respeito às negociações sobre o PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração) da Saúde. Conforme informações do SIMED/PB, há aproximadamente 40 dias o movimento médico vem tentando evitar uma greve da categoria nos serviços de saúde do município. Tarcisio Campos conta que até agora os médicos só foram recebidos uma vez pela secretária de saúde e desde o dia 14 de maio solicitaram audiência com o prefeito, mas até agora não receberam resposta.
Tarcisio Campos mencionou ainda a situação dos médicos do PSF (Programa de Saúde da Família) que desde de agosto do ano passado buscam salários mais dignos: “eles acreditaram na promessa da secretaria de saúde do município que a partir de fevereiro deste ano teriam seus vencimentos reajustados. Há praticamente 70 dias ‘dorme’ um ofício do SIMED/PB na mesa da secretária e até hoje não fomos recebidos. É triste saber que por muito tempo essas pessoas que hoje são gestores de saúde do município se esqueceram que já estiveram em outra posição. Continuamos aguardando o chamado para negociar com a esperança de que a greve já marcada para ter início após a assembléia do dia 28 de maio não seja necessária”.